Archive for Setembro 2010

O segredo da felicidade.

   Se formos capazes de acalmar os nossos anseios, perceberemos que o verdadeiro desejo não é a riqueza ou a fama, e sim a felicidade, e por desejá-la, buscamos o poder fora de nós mesmos. No entanto, enquanto procuramos o poder e a felicidade na fama, no dinheiro e no sexo, não os encontraremos. É somente retornando a nós mesmos e purificando a mente que podemos experimentar a verdadeira e duradoura felicidade, bem como o tipo de poder que não pode ser corrompido.
   As pessoas pobres, desconhecidas, podem conhecer a felicidade? Muitos de nós pensamos que se não tivermos dinheiro ou fama não teremos poder, e por conseguinte não poderemos ser felizes. É claro que as necessidades materiais básicas de comida, água, abrigo, roupa, segurança física e subsistência precisam ser satisfeitas para que encontremos a felicidade. A miséria conduz ao sofrimento, à doença e à violência. Por conseguinte, estou me referindo aqui ao desejo de ter uma quantidade de dinheiro superior à que é suficiente para cobrir as necessidades materiais.
   Quando o Buda alcançou a iluminação, ele não era conhecido. Naquele dia extraordinário, ele era um desconhecido para a maior parte do mundo. Nem mesmo a sua família sabia que ele se tornara um iluminado.

Thich Nhat Hanh em "A arte do poder". 

O verdadeiro milagre.

   As pessoas dizem que é milagre andar sobre a água; mas para mim o verdadeiro milagre está em andar pacificamente sobre a terra. A terra é um milagre. Cada passo é um milagre. Dar passos sobre o nosso belo planeta pode trazer a verdadeira felicidade.
   Quando você andar, tome consciência de seu pé, do chão e da conexão entre eles, que é sua respíração consciente. Pratique "o selo de um imperador", "uma flor desabrocha debaixo de cada passo" e "voltar à terra" como temas de seu caminhar.

Thich Nhat Hanh em "Meditação andando".

Uma coisa de cada vez...

   Quando segurar a mão de uma criança, envolva-se integralmente no ato de segurar a mão dela. Quando abraçar o seu parceiro, faça a mesma coisa. Esqueça-se de tudo o mais. Fique totalmente presente, completamente vivo no ato de abraçar. Essa atitude é oposta à maneira como fomos treinados para levar a vida e dirigir os negócios. Respondemos e-mails enquanto falamos ao telefone; enquanto estamos em uma reunião para discutir um determinado projeto, fazemos anotações para outro. Cada avanço tecnológico promete ajudar-nos a fazer mais coisas simultaneamente. Agora podemos enviar e-mails enquanto ouvimos música, falamos ao telefone e tiramos uma foto, e tudo no mesmo aparelho. Onde está o seu poder quando a sua energia está tão dispersa?
   Em vez de dedicar-se a múltiplas tarefas simultâneas, precisamos aprender a focalizar numa só. A plena consciência requer algum treinamento. Podemos ser muito inteligentes. Podemos entender de imediato o que acabamos de ler. Mas isso não significa que sejamos capazes de fazê-lo. Para isso, precisamos praticar e nos exercitar. 

Thich Nhat Hanh em "A arte do poder". 

Livre do passado, livre do futuro...

   Certo dia, um tibetano foi visitar um velho sábio na cidade de Ghoom, próxima a Darjiling, na Índia. Ele começou contando a esse sábio todos os seus infortúnios passados, em seguida passando a fazer uma lista de tudo o que temia quanto ao futuro. Durante todo o tempo, o velho sábio ficou com toda a calma assando batatas em um pequeno braseiro que estava no chão à sua frente. Passado algum tempo, disse ao seu queixoso visitante: "De que adianta preocupar-se com coisas que não existem mais e com coisas que ainda não existem?" Perplexo, o visitante parou de falar e permaneceu calado por um bom tempo ao lado do sábio - que, de quando em quando, lhe estendia uma batata quente e tostada.
   A liberdade interior nos permite saborear a lúcida simplicidade do momento presente, livre do passado e emancipado do futuro. Libertar-nos da invasão de memórias do passado não significa que sejamos incapazes de tirar lições úteis da própria experiência. Libertar-nos do medo do futuro não torna incapazes de nos aproximarmos dele com lucidez, mas nos salva de atolar em pensamentos inúteis.     

Matthieu Ricard em "Felicidade: a prática do bem-estar". 

Mais fácil do que beber água...

   Com efeito, vivenciar a paz natural é mais fácil do que beber água. Para beber, você precisa de certo esforço. Você precisa pegar um copo, levá-lo aos lábios, entornar o copo para a água escorrer em sua boca, engolir a água e colocar o copo na mesa. Esse esforço não é necessário para vivenciar a paz natural. Tudo o que você precisa fazer é repousar a mente em seu estado natural. Não é necessário nenhum foco especial, nenhum esforço especial. 
   E, se por algum motivo não conseguir repousar sua mente, observe quaisquer pensamentos, sentimentos ou sensações que surgem, mantêm-se por alguns segundos e desaparecem e reconhecer: "Ah, então é isso o que está acontecendo em minha mente neste exato momento."
   Não importa onde você estiver, o que você estiver fazendo, é essencial reconhecer sua experiência como algo comum, a expressão natural de sua verdadeira mente. Se você não tentar interromper o que está ocorrendo em sua mente, mas limitar-se a observar a sua atividade, mais cedo ou mais tarde começará a ter uma enorme sensação de relaxamento, um amplo senso de abertura em sua mente - que é, na verdade, sua mente natural, o pano de fundo naturalmente impertubável sobre o qual vários pensamentos vêm e vão. Ao mesmo tempo, você estará despertando novos caminhos neuronais que, à medida que se fortalecem e se conectam mais profundamente, aumentam a capacidade de tolerar o efeito dominó de pensamentos que passam por sua mente em qualquer momento específico. Quaisquer pensamentos pertubadores que surgirem atuarão como catalisadores que estimularão sua consciência da paz natural que o cerca e que permeia esses pensamentos, como o espaço cerca e permeia cada partícula do mundo fenomênico.  

Yongey Mingyur Rinpoche em "A alegria de viver".

Ser livre...

   A liberdade como fonte de felicidade e plenitude duradoura tem uma ligação estreita com o altruísmo. De que vale a liberdade que traga benefícios apenas para nós mesmos? No entanto, para respeitar o direito das pessoas de evitar o sofrimento, é preciso estarmos, nós próprios, liberados dos grilhões do egoísmo. Para ajudar melhor os outros, devemos começar por mudar a nós mesmos. 
   Ser livre quer dizer também ser capaz de seguir um caminho de transformação interior. Para este fim, é preciso vencer não só a adversidade exterior, como também, e mais ainda, os nossos inimigos interiores: a preguiça, a dispersão mental e todos os hábitos que nos distraem ou fazem com que adiemos a nossa prática espiritual.
   Como vimos, os prazeres, de inicio atraentes, quase sempre se transformam no seu oposto. O esforço exigido pela jornada espiritual e pelo processo de libertar-se do sofrimento segue uma progressão inversa. Às vezes árduo no começo, ele gradualmente se torna mais fácil e inspirador, e pouco a pouco traz um sentimento de realização que não pode ser substituído por nada. O seu aspecto austero dá lugar a uma satisfação profunda, que os estados de dependência ou de saciedade não podem alcançar. Sukha constitui um tipo de armadura tão flexível quanto invulnerável. Conforme um sábio tibetano: "É fácil para um pássaro ferir um cavalo que já tem as costas machucadas, assim como é fácil para as circunstâncias ferirem alguém que tem medo, mas elas não têm nenhum poder contra as naturezas estáveis." Tal realização merece o nome de liberdade.

Matthieu Ricard em "Felicidade, a prática do bem-estar".

O meio de vida correto.

   Para praticar o meio de vida correto, é necessário encontrar uma forma de ganhar a vida que não represente uma transgressão aos ideais de amor e compaixão. A forma pela qual você se sustenta pode ser uma expressão do seu ser mais profundo ou pode ser uma fonte de sofrimento para você e para os outros. 
   Os sutras costumam dizer que o meio de vida correto é ganhar a vida sem precisar transgredir nenhum dos cinco treinamentos da atenção plena. Ao procurarmos estar conscientes em todos os momentos, tentamos ter uma ocupação que seja benéfica para os seres humanos,os animais, as plantas, a terra, ou pelo menos uma ocupação que prejudique pouco. Vivemos numa sociedade na qual os empregos costuma ser difíceis de obter, mas se nosso emprego prejudicar a vida de alguma forma, então deveríamos procurar outro. Nossa atividade diária tanto pode alimentar a compreensão e a compaixão quanto pode ajudar a destruí-la. 

Thich Nhat Hanh em "A essência dos ensinamentos de Buda".   

A visão correta.

   Visão correta não é um conceito ou uma crença. De fato, não é nada específico. Visão correta é simplesmente ver a realidade tal como ela é, aqui e agora, a cada momento. É contar com a mera atenção - despida da consciência do que é, antes de surgir o pensamento conceitual. É confiar mais no que realmente experimentamos do que no que pensamos.
   Se alguma vez estivermos na iminência de encontrar a convicção - o verdadeiro conhecimento que está além de toda dúvida e equívoco - isso claramente não virá de nossos conceitos e crenças, que estão em competição. Ao contrário, o verdadeiro conhecimento precisa surgir antes de todas as idéias e opiniões. Em outras palavras, não há nada além da experiência imediata e direta do mundo e no mundo. O verdadeiro conhecimento é ver desse modo.
   Ver assim é o campo inabalável pelo qual ansiamos, simplesmente porque não pode ser posto em dúvida. Nesse lugar se encontra a liberdade da mente, bem como o destemor.

Steve Hagen em "Budismo claro e simples".  

A fala correta.

   Meus mestre zen costumava dizer: "A fala mansa nem sempre é mansa." Em geral, é claro, uma palavra gentil ou elogio leva com mais facilidade à serenidade, à boa vontade e à vigilância. Mas, da mesma maneira que você não se recusaria a vacinar o seu filho porque o procedimento é doloroso, de vez em quando há aquele momento passageiro em que a coisa mais gentil que você pode fazer por outra pessoa é dizer uma palavra dura ou fazer uma observação severa que podem magoar momentaneamente. Uma criança que está prestes a correr para uma rua movimentada pode precisar ouvir umas palavras severas para que pare.
   Antes de você falar, você deve examinar a sua própria mente e os seus motivos. Se você está tentando derrubar alguém, ou se está prestes a falar com malícia ou rancor, então não diga nada. Mas se nesse momento você deve dizer a alguém: "Estou triste pelo modo como você tratou Jim esta manhã. Acho que você lhe deve uma desculpa" - então diga. Ou talvez pelo bem da saúde, sanidade e bem-estar de um amigo, você precise dizer: "Acho que você tem um problema com o álcool. Se você continuar a beber como faz agora, realizará poucas coisas mais. E fará a sua família sofrer." Isso poderia magoar. Poderia parecer muito pungente nesse momento, do lado de fora. Mas isso não significa necessariamente que não seja gentil. Isso depende do seu motivo. Esteja certo de observar primeiro a sua própria mente. É impossível especificar uma reação apropriada com antecedência. Cada situação deve ser tratada levando em conta cada caso.
   Se você despertasse, a questão não seria tanto estar envolvido com as palavras reais que você fala, nem mesmo com o seu tom. Em vez disso, esteja envolvido com observar o seu coração e a sua mente. Então fale com a consciência do que você observar - no seu coração, mente e situação. As palavras que você seleciona, e o tom delas, se seguirão adequadamente. E você estará falando e ouvindo com sabedoria e compaixão. 

Steve Hagen em "Budismo claro e simples".   

O esforço correto.

   Esforço correto também significa gerar estados mentais conscientes, tranquilos, saudáveis e integrados e mantê-los assim.
   Todos nós conhecemos a máxima "Você pode conduzir um cavalo à água, mas não pode fazer com que ele a beba". Ficamos frustrados porque queremos que o cavalo beba e porque não está literalmente em nosso poder finalizar o trabalho que nos empenhamos em fazer por nós mesmos. 
   Muitas vezes insistimos num resultado específico. Supomos que o nosso objetivo será alcançado, se nos dedicarmos à tarefa diretamente, com determinação e bastante força de vontade. Queremos que aquela pessoa progrida, que o governo reduza os impostos, que o meio ambiente seja despoluído e que as guerras terminem.
   Mas se você deseja despertar, esqueça os resultados. Em vez disso, observe a sua inclinição mental. 
   No que se refere ao buda-dharma, somos de fato o cavalo que está sendo conduzido à água. Eles indicam o caminho. Mas nós é que temos de beber. Esse trabalho é nosso.
   As coisas podem ser indicadas, mas, se não as levarmos a sério - examinando-as com cuidado, testando-as com atenção, entendendo-as inteiramente e fazendo com que elas tragam vivacidade à nossa vida - não iremos despertar. Precisamos fazer esse esforço por nós mesmos.
   Há muito mais coisas nessa metáfora. O cavalo está realmente com sede; e se o entendimento for suficiente forte, o cavalo beberá. Primeiramente, no entanto, o cavalo precisa reconhecer que é de água - algo de fácil alcance - que ele precisa. Caso contrário, ele irá definhar, mesmo estando ao lado da tina de água. 
   Nossa ignorância é tanta que a maioria de nós não percebe que está com sede; ou, se percebemos, procuramos água no lugar errado. Vamos em direção ao fogo procurando refrigério. Muitas vezes ficamos confusos acerca do que é de fato a nossa sede. 

Steve Hagen em "Budismo claro e simples".  

O que é a felicidade?

   Imaginar a felicidade como a materialização de todos os nossos desejos e paixões e, sobretudo, concebê-la unicamente de modo egocêntrico, é confundir a aspiração legítima de realizar-se interiormente com uma utopia que inevitavelmente leva à frustração. Ao afirmar que "a felicidade é a satisfação de todos os nossos desejos" em sua "multiplicidade", "grau" e "duração", Kant a relega, desde o início, para o domínio do irrealizável. Quando ele afirma que a felicidade é a condição de alguém para quem "tudo vai de acordo com seu desejo e sua vontade", temos que nos perguntar sobre o mistério pelo qual qualquer coisa poderia "ir" de acordo com os nossos desejos e vontade. Isso me lembra um diálogo que ouvi certa vez em um filme sobre a máfia: 
- Quero aquilo que me é devido.
- O que lhe é devido?
- O mundo, garoto, e tudo que há nele. 
   Mesmo se a satisfação de todos os nossos desejos fosse possível, isso não levaria à felicidade, mas à criação de novos desejos ou à indiferença e à repulsa ou até mesmo à depressão. Por que a depressão? Se tivéssemos nos convencido de que a satisfação de todos os desejos nos tornaria felizes, o colapso dessa ilusão nos faria duvidar da própria existência da felicidade. Se eu tenho mais do que necessito e ainda assim não me sinto feliz, a felicidade deve ser inatingível. 
   Isso mostra bem a que ponto podemos chegar, iludindo-nos sobre as causas da felicidade. O fato é que sem paz interior e sabedoria não temos nada do que é realmente necessário para sermos felizes. Vivendo num movimento de pêndulo entre a esperança e a dúvida, a excitação e o tédio, o desejo e o cansaço, é fácil desperdiçar cada pedacinho da nossa vida sem nem mesmo notar, correndo para todo lado sem chegar a lugar algum. A felicidade é um estado de realização interior, não a gratificação dos inesgotáveis desejos exteriores.        

Matthieu Ricard em "Felicidade, a prática do bem-estar". 

Encontrando o Reino de Deus...

   A condição básica para se alcançar o Reino de Deus é estar livre do medo, da desesperança, da raiva e da ânsia. A prática da atenção permite-nos reconhecer a presença da nuvem, da névoa e das tormentas. Mas também podemos reparar no céu azul detrás disso tudo. Temos inteligência, coragem e estabilidade suficientes para ajudar o céu azul a se revelar novamente.
   Às vezes me perguntam o que se pode fazer para ajudar o Reino dos Céus a se revelar. É uma pergunta muito útil. É como perguntar o que se pode fazer para diminuir o nível da violência e do medo que estão dominando nossa sociedade. Esta é uma pergunta que muitos já fizemos. Ao dar um passo com estabilidade, solidez e liberdade, você contribui para varrer a desesperança do céu. Quando centenas de pessoas caminham juntas atentamente, gerando a energia de solidez, estabilidade, liberdade e alegria, estamos ajudando a nossa sociedade. Quando sabemos olhar para outra pessoa com olhos compassivos, quando sabemos sorrir para ela com esse espírito de compreensão, estamos ajudando o Reino dos Céus a se revelar. Quando inspiramos e expiramos com atenção, nós estamos ajudando a Terra Pura a se revelar. Em todo o momento da vida cotidiana nós podemos fazer alguma coisa para ajudar o Reino de Deus a se revelar. Não se deixe dominar pela desesperança. Podemos usar cada minuto e cada hora do nosso dia-a-dia. 

Thich Nhat Hanh em "Serenando a mente".

Os 12 elos da origem interdependente.

   Da dependência da ignorância, surgem as disposições. Da dependência das disposições, surge a consciência. Da dependência da consciência, surgem a mente e o corpo. Da dependência da mente e do corpo, surgem os seis sentidos. Da dependência dos seis sentidos, surge o contato. Da dependência do contato, surge a sensação. Da dependência da sensação, surge o desejo. Da dependência do desejo, surge o vir o ser. Da dependência do vir a ser, surge o nascimento. Da dependência do nascimento, surgem o envelhecimento e a morte, a tristeza, o lamento, a dor, a angústia e o desespero. Essa é a origem de toda essa massa de sofrimento. 
   Contudo, do desaparecimento e da cessação dessa mesma ignorância resulta a cessação das disposições. Da cessação das disposições, resulta a cessação da consciência. Da cessação da consciência, resulta a cessação da mente e do corpo. Da cessação da mente e do corpo, resulta a cessação dos seis sentidos. Da cessação dos seis sentidos, resulta a cessação do contato. Da cessação do contato, resulta a cessação da sensação. Da cessação do sensação, resulta a cessação do desejo. Da cessação do desejo, resulta a cessação do apego. Da cessação do apego, resulta a cessação do vir a ser. Da cessação do vir a ser, resulta a cessação do nascimento. Da cessação do nascimento, o envelhecimento e a morte, a tristeza e o lamento, a dor, a angústia e o desespero, tudo cessa. E, assim, cessa toda massa de sofrimento. 

Buda.

A intenção de amar...

   Quando desejamos que os seres, em todos os sentidos, sejam felizes, surge em nós a intenção de amar. Essa disposição de amar permeia nossos sentimentos, percepções, formações mentais e consciência; depois, ela se manifesta em todas as nossas ações, na nossa fala e em outras atividades mentais. Eventos que não são mentais nem físicos e que surgem em seguida estão em sintonia com o amor e podem ser chamados de amor em si mesmos, pois sua raiz é o amor. Esses eventos determinam nossas futuras ações e são guiados por nossa vontade, que agora está inundada de amor. A vontade é a energia que dirige os atos e a fala. Isso também é válido para o despertar da compaixão, da alegria e da equanimidade.  

Nagarjuna.