Archive for Agosto 2010

Meditando sobre a morte.

   A meditação sobre morte e impermanência deve ser inspirada por prazer e alegria. Você deve pensar neste exercício como fator que o encorajará a se envolver na prática do dharma.
   A instrução oral diz que, após meditar sobre a certeza da morte, é eficaz contemplar o seu processo, imitando a situação real. Como se faz isso? Simplesmente imagine-se como uma pessoa à beira da morte. Os médicos o abandonam e você se vê perdido. Sofrendo de uma doença crônica, os médicos perderão a esperança e os amigos e parentes buscarão conforto em preces. Você terá de enfrentar a situação. Não estará apto a movimentar o corpo no colchão e estará usando as últimas roupas; e mesmo que queira deixar alguma mensagem, dificilmente conseguirá proferir as palavras que deseja. De repente, não terá nem mesmo tempo de deixar a mensagem. E a última refeição que ingerir, para um praticante religioso, será como pílulas abençoadas, embora não esteja apto a fazê-lo. É difícil saber se valerá a pena apostar todas as suas esperanças em pílulas abençoadas. Mas, ainda assim, é da natureza humana acreditar.
   À beira da morte, terá todo tipo de ilusão quando os elementos físicos em seu corpo começarem a se dissolver, e você perderá a força. Geralmente, tais processos de dissolução  estão associados a experiências de medo e a alucinações. Nesse momento, você ficará mais e mais distante do que, no senso comum, se entende por vida. Também deverá ter indicações de seu destino, por meio de ilusões ou alucinações de fogo ou água, de estar submergindo no solo ou sentindo o peso do corpo, e assim por diante. 
   Gradualmente, perderá o fôlego; eventualmente, este lhe faltará. Por fim, exalará o ar e já não estará apto a inalá-lo, e a qualquer momento, como uma corda de rabeca que arrebentará, sua ligação com o corpo chegará ao final. 
   Neste momento, as pessoas começarão a se referir a você como o falecido. O nome - Ten-zin, por exemplo-, que pode ter inspirado prazer e felicidade nos parentes, agora precisará de um prefixo, "saudoso". 

S.S. o Dalai Lama em "O livro da felicidade".    

Além da felicidade e do sofrimento...

   Pacificado e descansado, nesse estado próprio da liberdade,
   Chego à imensidão da dimensão absoluta,
   Incondicionada, para além dos conceitos.
   A mente, restituída a si mesma,
   Ampla como o espaço, completamente transparente e serena;
   As venenosas e dolorosas amarras
   Dos construtos mentais
   Desatam-se por si mesmas.

   Enquanto permaneço nesse estado,
   Que é como um céu imenso e límpido,
   Vivo uma alegria que está além da palavra,
   Do pensamento ou da expressão.

   Olhando com os olhos de uma sabedoria
   Que é ainda mais infinita do que o céu que tudo abrange,
   Os fenômemos do samsara e do nirvana
   Se tornam espetáculos deslumbrantes.
   Nessa dimensão de luz,
   Não é necessário nenhum esforço,
   Tudo acontece por si,
   Natural e serenamente.
   Alegria absoluta!

   A compaixão pelos seres sencientes,
   Que já foram minhas mães, surge da profundezas de mim -
   E não são só palavras vazias:
   Agora trabalharei para beneficiar os outros!

Shabkar Tsodruk Rangdrol (1781-1851).

Ausência de objetivo.


   Sem preocupação, sem ansiedade estamos livres para desfrutar cada momento de nossas vidas. Sem tentar, sem fazer grandes esforços, apenas sendo. Que alegria! Isto parece contradizer o nosso modo normal de operar. Estamos tentando tão duramente atingir a felicidade, lutar pela paz. Mas talvez nossos esforços, nossas lutas, nossos objetivos sejam o próprio obstáculo da nossa conquista da felicidade, para que fomentemos a paz. Todos nós tivemos a experiência de buscar uma resposta e então quando soltamos e relaxamos a resposta surge, sem esforço. Isto é ausência de objetivo. Desfrutamos nossa respiração, bebemos chá, sorrimos conscientemente, caminhamos com a mente atenta e os insights surgem e a compreensão naturalmente chega. Ausência de objetivo é uma prática maravilhosa. É tão prazerosa, tão refrescante. Eu acredito que os cientistas necessitam desta prática tanto quanto os meditadores, para abrir as mentes cerradas deles, para abrir às possibilidades que estão além da imaginação deles. Muitas descobertas científicas aconteceram no solo da ausência de objetivos, porque quando você não está programado em seu destino tem mais chance de chegar a um novo e inesperado insight.

Thich Nhat Hanh em "Buddha mind, Buddha body: Walking toward Enlightenment"
(Tradução para o português: Tâm Vân Lang)
Extraído do blog http://sangavirtual.blogspot.com/

Duas maneiras de ver o mundo.

   Tome como exemplo uma viagem de avião. Imagine que você está fazendo uma longa viagem de avião, a caminho de uma cidade estranha, para começar um novo emprego. De repente, o avião passa por uma turbulência. Você vê as asas sacudindo e visualiza o desastre que virá em seguida. Quando a tormenta passa, você percebe que o seu assento é apertado demais. Não consegue encontrar uma posição confortável, e a sua mente se enche de reclamações sobre o estado a que chegaram as viagens de avião. Começa a se aborrecer com o fato de a aeromoça demorar para trazer a sua bebida. Quando pensa no seu novo emprego, tem certeza de que as pessoas que encontrará lá não vão gostar de você. Elas vão desprezar o seu conhecimento, excluí-lo dos projetos mais interessantes, e talvez cheguem a ponto de trapacear com você. Sem dúvida, esta viagem será uma catástrofe. Como pôde pensar que daria conta de lidar com tudo isso? Você está apavorado. 
   Vivencie o estado de depressão e desânimo criado por esses pensamentos. 
   Experimente então outra maneira de viver a mesma situação. 
   Quando o avião passa pela turbulência, você sabe que isso faz parte da jornada e sente vividamente que aquele instante que está vivendo é precioso. Assim que a tormenta se acalma, sente-se grato e espera poder usar o resto da sua vida de forma construtiva. Apesar do fato de que o seu assento não é particularmente confortável, você encontra algumas posições que aliviam sua tensão nas costas e nas pernas. Você aprecia a cortesia e a disponibilidade da aeromoça, tão ocupada que tem que ficar o vôo todo em pé. Sente uma grande excitação com as aventuras que esperam por você. Imagina que as pessoas, lá, serão interessantes e produtivas, e que terá muitas oportunidades novas. Está convencido de que as suas atividades florescerão e que você tem recursos interiores para superar quaisquer obstáculos que possam surgir.
   Vivencie esse alegre estado de espírito, em sintonia com o positivo.
   Aprecie as diferenças que existem entre estes dois estados mentais e compreenda que eles surgem por meio do funcionamento da sua mente, apesar de a situação exterior continuar igual.

Matthieu Ricard em "Felicidade, a prática do bem-estar". 

Abraçando a adversidade...

   Não somente para evitar que todas as circunstâncias desfavoráveis e a adversidade aflijam sua mente, mas para produzir um bom ânimo, você deve parar de experienciar a aversão aos obstáculos internos e externos - a doença, bem como os inimigos, os espíritos, a conversa tendenciosa, etc. Pratique ver tudo somente de maneira agradável. Para que isso aconteça, você deve parar de ver as situações adversas como algo errado e concentrar todos os seus esforços para vê-las como algo valioso. Pois é a maneira como as nossas mentes apreendem as situações que as tornas agradáveis ou desagradáveis.
   Ao treinar este caminho, você terá uma mente gentil, colaboradora e corajosa; não haverá obstáculos à sua prática espiritual; todas as circunstâncias desfavoráveis surgirão como esplêndidas e auspiciosas, e a sua mente ficará continuamente contente e com a alegria da serenidade. Para seguir um caminho espiritual em uma era degenerada, uma armadilha como esta é indispensável. 

Jigmé Tenpey Nyima. 

Amita Buda.

   Devemos ser como Amita Buda, não desejando fazer a felicidade de apenas uma ou duas pessoas, mas sendo mais ambiciosos e nos esforçando para fazer a felicidade de muitos. O modo de fazê-lo é organizar uma Terra Pura, uma Terra Pura na África, na Ásia, na América do Norte e na América do Sul. A sua carreira é a da iluminação, do amor.
   Quem é Amita Buda? Vocês deveriam ser ele, porque Amita Buda é uma pessoa cuja luz pode viajar grandes distâncias e alcançar muitos mundos. Ouçam a definição de Amita Buda no sutra da Terra Pura:
  "Shariputra, por que aquele Buda é chamado de Amita?
   Porque ele emite muita luz, e a sua luz pode alcançar um número incontável de mundos sem qualquer obstáculo."
   Aquela luz é a luz da conscientização, a luz do amor, a luz da prática.
  "Shariputra, por que aquele Buda é chamado de Amita?
   Porque seu tempo de vida, bem como o das pessoas do seu país, é ilimitado."
   Porque a prática da conscientização, da compaixão, da análise profunda nos ajudarão a compreender e a constatar o mundo do não-nascimento e da não-morte. Por isso o tempo de vida é infinito.

Thich Nhat Hanh em "Jesus e Buda, irmãos".   

A folha de bordo...

   Ryokan, um poeta zen japonês do final do século XVIII e do começo do século XIX, escreveu este poema simples:
  "A folha de bordo
   Caindo
   Mostrando a parte da frente
   Mostrando a parte de trás."
   A ação da folha de bordo, caindo, mostrando a parte da frente, mostrando a parte de trás - o modo como cai da árvore, quando cai da árvore, onde ela pára no chão - tudo isso exemplifica a ação correta. Como esse tipo de ação é diferente dos tipos de ação voluntária e orientada para uma meta com que estamos tão familiarizados!
   Imagine uma folha de bordo que diz no solstício de verão: "Estou saindo. Estou deixando esta árvore." E lá vai ela, tombando, enquanto ainda é verde. Ou imagine a folha que não quer cair. Ela pende durante todo o inverno, sem querer se mover nem mudar, até que o botão do ano seguinte deite um broto. Então temos a folha que não quer ser "apenas uma folha ao vento". Quando ela cai do ramo, ela se enrola e assume a forma de canhão no chão. 
   Que tipo de desenho essas folhas criarão no chão?  Será um desenho bem diferente do descrito por Ryokan.
   As folhas, é claro, não têm motivos. Nós, seres humanos, contudo, agimos dessas três formas numa base regular. Ao tentar exercer controle sobre as pessoas, sobre as coisas e os eventos, insistimos obstinadamente ou fazemos o que nos agrada.
   A ação da folha de bordo vogando lentamente ao vento de Ryokan - natural, involuntária - demonstra a ação correta. A ação das outras folhas, que exemplifiquei de um modo tolo, é voluntária. Esses dois tipos de ação levam a resultados bem diferentes.   

Steve Hagen em "Budismo claro e simples".

O tempo certo para começar.

   Se adiarmos a nossa vida espiritual para amanhã, a nossa negligência se repetirá dia após dia. O tempo voa! A morte se aproxima a cada passo que dou, a cada olhar que tenho para o mundo, a cada tique-taque do relógio. Ela pode nos alcançar a qualquer instante, e não há nada que possamos fazer a esse respeito. Se a morte é certa, o momento de sua chegada é imprevisível. Como disse Nagarjuna, dezessete séculos atrás:
   Se a vida é assolada por muitos males
   E é ainda mais frágil do que uma bolha na água,
   É um milagre, depois de ter dormido,
   Inspirar, expirar, e acordar disposto!
No nível prático, se quisermos vivenciar nossa relação com o tempo de maneira mais harmoniosa, devemos cultivar certo número de qualidades. A atenção plena permite que permaneçamos alertas à passagem do tempo, e evita que ele se vá sem que percebamos. A motivação adequada é que dá ao tempo as suas cores e o seu valor. A diligência nos permite fazer um bom uso dele. A liberdade evita que ele seja monopolizado pelas emoções pertubadoras. Cada dia, cada hora, cada segundo é como uma flecha que voa para o seu alvo. O tempo certo para começar é agora.

Matthieu Ricard em "Felicidade: a prática do bem-estar".

Entregando-se ao momento presente...

  Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas à única coisa que você pode fazer agora. Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que não vai começar a rodar "filmes mentais", se projetar no futuro, e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é. Quando você entra nessa eterna dimensão do presente, a mudança sempre acontece por caminhos estranhos, sem a necessidade de uma grande quantidade de atitudes da sua parte. A vida se torna proveitosa e cooperativa.

Eckhart Tolle em "Praticando o poder do agora".

O otimismo.

   Para um otimista, não faz sentido perder a esperança. Sempre se pode fazer alguma coisa (em vez de ficar se sentindo desesperado, resignado ou desgostoso com a vida); limitar os estragos (no lugar de deixar tudo se arruinar); descobrir uma solução alternativa (em vez de charfudar na autopiedade pelo fracasso); reconstruir o que foi destruído (em vez de dizer "é o fim de tudo!"); tomar a situação corrente como um ponto de partida (no lugar de perder tempo chorando pelo passado e lamentando o presente); recomeçar do nada (em vez de terminar em nada); compreender que é essencial se esforçar sempre na direção que parece ser a melhor (em vez de ficar paralisado pela indecisão e pelo fatalismo); e usar cada momento presente para avançar, apreciar, agir e desfrutar o bem-estar interior (em vez de perder tempo ruminando o passado e temendo o futuro).
   Mas há aqueles que dizem, como o fazendeiro australiano entrevistado por uma estação de rádio durante os incêndios florestais em 2001: "Perdi tudo, nunca mais vou conseguir reconstruir a minha vida." E há pessoas como o navegador Jacques-Yves Le Toumelin, que, ao ver em chamas o seu primeiro barco, incendiado pelos alemães em 1944, parafraseou Rudyard Kipling: "Se tu podes ver destruída a obra da tua vida e, sem perder tempo, colocar novamente tuas mãos à obra, então serás um homem, meu filho." Sem tardar, ele construiu um novo barco, com o qual deu a volta ao mundo, velejando sozinho.

Matthieu Ricard em "Felicidade: a prática do bem-estar".
  

A melhor proteção.

   Às vezes, pensamos que as forças negativas ou os espíritos malignos nos pertubam e pedimos a alguém para fazer um ritual qualquer que os detenha. Mas o verdadeiro método para vencer tais problemas consiste em comprometer-se na prática do amor e da compaixão. Quando descubro que certos espíritos nocivos estão em ação, medito deliberadamente para eles sobre o amor e a compaixão. Sinto que isso é muito útil. A meditação sobre o amor e a compaixão é a nossa melhor proteção.

S.S. Dalai Lama em "Princípios de vida". 

O reino de Deus.

   Em nossa vida diária temos muitas ansiedades. Temos nossos desejos e tendemos a querer acumular coisas. Não sabemos que o momento atual é o importante. A vida só pode existir no momento atual. Se nossa intenção é apenas investir no amanhã, então será fácil esquecer completamente as maravilhas da vida no momento atual. Temos de voltar ao momento atual para vivê-lo profunda e convenientemente. Temos de viver de tal forma que o reino de Deus esteja presente aqui e agora. Esta é uma oração que deve ser praticada vinte e quatro horas por dia, porque queremos viver o momento atual profundamente todos os segundos. As palavras da oração não devem ser ditas apenas antes de irmos dormir, devem ser recitadas ao longo de todo o dia.
   Já temos condições suficientes para ser felizes hoje. Temos de rezar de tal forma que possamos estar em contato com as condições de felicidade que estão em nós e ao redor de nós. Elas estão todas ali, ao alcance. Não devemos ser gananciosos. Não devemos exigir que a vida continue por centenas e centenas de anos. Como pode a vida continuar por centenas de anos se neste momento atual não somos capazes de estar ativos?

Thich Nhat Hanh em "A energia da  oração".

Tornando-se menos para ser mais...

   O espaço interior surge também sempre que deixamos de lado a necessidade de enfatizar nossa identificação com a forma. Isso é algo requerido pelo ego. Não é uma carência genuína. Já abordei brevemente esse ponto. Toda vez que abrimos mão de um padrão de comportamento que leva a isso, criamos espaço interior. Reforçamos quem somos nós de verdade. Para o ego, é como se estivéssemos nos perdendo de nós mesmos, porém ocorre o oposto. Jesus ensinou que precisamos nos perder para nos encontrar. Quando abandonamos um desses padrões, atenuamos o destaque de quem somos no nível da forma. Assim, quem somos além da forma emerge de maneira mais plena. Como nos tornamos menos, podemos ser mais.
   Vou mencionar alguns comportamentos que as pessoas adotam inconscientemente para fortalecer a sua identidade com a forma. Se você estiver alerta o bastante, será capaz de detectar alguns deles dentro de si mesmo: exigir reconhecimento por alguma coisa que fez e indignar-se ou aborrecer-se quando não o consegue; tentar obter atenção falando sobre os seus problemas pessoais, contando a história da própria doença ou fazendo uma cena; dar uma opinião quando ninguém a pede e ela não faz diferença para a situação; ser mais preocupado com o modo como é visto pelas pessoas do que com elas, isto é, usá-las como um reflexo do ego ou como um instrumento para relação o ego; tentar causar impressão nos outros por meio de bens, conhecimentos, boa aparência, posição social, etc.; inflar temporariamente o ego adotando uma reação irada contra alguma coisa ou alguém; levar tudo para o lado pessoal e sentir-se ofendido; considerar-se certo e os outros errados por meio de queixas fúteis, mentais ou verbais; querer ser visto ou parecer importante.
   Caso você detecte um desses padrões em si mesmo, sugiro que faça uma experiência. Descubra como se sente e o que ocorre se o abandonar. Simplesmente descarte-o e veja o que acontece.  

Eckhart Tolle em "Um novo mundo: o despertar de uma nova consciência".

Uma lenta evolução...

   Aprender a apreciar a clareza da mente é um processo gradual, como desenvolver a consciência da vacuidade. Primeiro, você entende o ponto principal; aos poucos, acostuma-se com ele e, então, continua a treinar o reconhecimento. Alguns textos chegam a comparar essa lenta evolução de reconhecimento com uma vaca velha urinando - uma descrição boa e de pés no chão evita que pensemos no processo como algo terrivelmente difícil ou abstrato. Porém, a não ser que você seja um nômade tibetano ou tenha crescido em uma fazenda, a comparação pode não ser clara; então, deixe-me explicar. Uma vaca velha não urina em um jato rápido, mas em um fluxo lento e estável. Ela pode não começar subitamente e também pode não terminar rapidamente. Na verdade, a vaca pode andar vários metros urinando, enquanto continua a pastar. Mas, quando acaba, que alívio! 

Yongey Mingyur Rinpoche em "A alegria de viver".