Na maioria das vezes, nossos pensamentos surgem espontaneamente. Eles não pedem licença, simplesmente aparecem... Alegres, rancorosos, sensuais, raivosos - com todas as características possíveis ao ato de pensar. Às vezes, são raros e outras incansavelmente frequentes, como o pingar de uma torneira com defeito. O pensamento é apenas uma das inúmeras manifestações da nossa atividade mental. Assim como a respiração, a digestão, a circulação e tantas outras funções fisiológicas, o pensamento é uma atividade inerente à vida. Não ficamos chateados com as batidas do nosso coração, pelo contrário, ficamos felizes por elas acontecerem. Mas, diferentemente, às vezes, ficamos aborrecidos com os nossos pensamentos... Isso ocorre principalmente com aqueles negativos, como a raiva, o medo, o rancor, o ciúmes e tantos outros. Não é incomum nos reprendermos por esse padrão de pensamento, principalmente quando estamos trilhando algum caminho espiritual. Somos obrigados a encarar a existência das muitas "sementes negativas" que carregamos na nossa "consciência armazenadora". Mas, será que até mesmo o Buda conseguiu se ver livre do seu próprio "lixo mental"?
As minhas dúvidas, obviamente sem respostas certas ou errradas, são:
1- É possível modificar o nosso padrão mental? Reduzir o bombardeio dos pensamentos negativos?
2- Como não se identificar com os pensamentos? Como dissociar o "ser" daquilo que é pensado?
Todas as opiniões são muito bem vindas.
Escrito por: simplesmente.
















